Bacia do Prata em Dois Irmãos precisa de mais atenção da sociedade e do Poder Público

Foto: Reprodução/O Recife Assombrado

Faz tempo que a bacia do Prata, que fica localizado no Parque Estadual de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife, se encontra em abandono total. Na verdade, toda área necessita de restauração, revitalização e preservação permanente. O acesso ao local é restrito e deveria ser monitorado por patrulhas com uma fiscalização ostensiva diariamente na região.


Segundo informações do #OxeRecife, site da jornalista Letícia Lins, sobre o chalé que fica ao lado do Açude do Prata, "muitas pessoas não conhecem a edificação, uma pérola arquitetônica – infelizmente em ruínas – no meio da mata. O sobrado foi erguido por ingleses que, no século 19 trabalhavam na implantação da Drainage Company Limited, criada em 1873. Foi dali, a partir do Açude do Prata, que o Recife ganhou as primeiras tubulações para levar água a chafarizes, localizados nos bairros da Boa Vista, Santo Antônio e São José".

Já o morador da região, Eduardo Albergaria, publicou informando sobre o chalé do prata. "Fui sabedor (não sei se procede) que o processo de licitação do projeto de restauração foi cancelado", comentou Eduardo em seu perfil em uma rede social. O blog #AVozdaComunidade encaminhou um pedido de informações a SEMAS, no qual nos enviou uma nota de esclarecimento.

Nota: Chalé do Prata - Sobre a restauração do Chalé do Prata, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade informa que está em andamento a contratação de empresa especializada para atualizar o projeto base e elaborar os projetos executivos e complementares da obra. O casarão, que é um patrimônio histórico tombado, está inserido numa área de preservação ambiental de uso restrito: a Unidade de Conservação Estadual Parque Dois Irmãos. Vale ressaltar também que o chalé fica à frente de um importante manancial usado para captação e abastecimento de água da população do Recife. Por isso, foi observada a necessidade de revisão do projeto de forma a garantir que as obras causem o menor impacto ambiental, estude-se a viabilidade de implantação de sistemas construtivos mais sustentáveis e, ao mesmo tempo, seja possível fazer o resgate desse imóvel histórico avaliando inclusive os usos dele de maneira compatível com os anseios da sociedade e com o plano de manejo na UC.